Eu digo NÃO!

Em defesa da língua portuguesa, o autor deste blogue não adopta o "acordo ortográfico" de 1990 por este ser inconsistente, incongruente e inconstitucional, para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral.


20/10/2009

UM ANO!

Um ano!
Faz precisamente hoje, uma ano que comecei este blog!
Tem sido um trabalho árduo na busca da notícia, na procura do acontecimento, na recolha de dados, na pesquisa de factos e imagens, enfim, procurar estar a par das coisas para informar e divulgar mundo fora o que se passa em Galegos (Santa Maria).
Há um ano atrás comecei assim:
"20 de Out de 2008
Quero, essencialmente, dar voz aos factos, acontecimentos e casos que acontecem nesta terra berço da imagem mais emblemática de Portugal, o célebre Galo de Barcelos. Terra de artesãos, desde sempre ligada aos trabalhos da olaria nas suas diversas formas, foi, e continua a ser, terreno fértil para o aparecimento de verdadeiros artistas oleiros que fazem surgir das suas mãos autênticas maravilhas, peças admiráveis, de cariz rural e de cenas quotidianas do povo simples e trabalhador. É através da sua arte, primeiro fabricando louça mais grossa com a finalidade de servirem de utensílios domésticos e de cozinha, passando posteriormente para o figurado, estes homens e mulheres souberam dar largas há imaginação e criar, com esforço, dedicação e mestria, fama por esse Portugal fora e até no estrangeiro, prova disso são o Domingos Mistério, Ana Baraça, Domingos Côto, Manuel Macedo, Júlia Côto, Joaquim Esteves, Conceição Sapateiro e outros ainda, filhos ou netos destes artistas que esta terra viu nascer e que por uma ou outra razão tiveram que passar a viver em freguesias vizinhas. Quero, ainda, fazer deste um elo de ligação com todos aqueles que aqui nasceram, mas que, infelizmente, tiveram que partir para outros países para fazer face à vida. Será um trabalho por amor a esta terra que me viu nascer e criar, mas principalmente uma janela para todos aqueles que quiserem saber como correm as coisas por aqui. Sei que algumas coisas passarão em branco, mas no essencial o que for importante cá estará: política, religião, cultura, desporto, social e até história. Por agora é tudo, aos poucos e com a ajuda de todos, faremos história."
(na palavra assinalada a vermelho, substitui o inicial "claro" pelo agora "branco", na minha opinião mais correcta e que melhor espelha aquilo que pretendia dizer)

14/10/2009

O "mistério" de Barcelos.

Numa das pesquisas efectuadas em busca de "algo" relacionado com Galegos (Santa Maria) e das suas gentes, encontrei um artigo fabuloso que abaixo vos apresento.
Num "exercício de reflexão sobre os símbolos do nosso País", o autor começa por dar a conhecer a lenda do galo de Barcelos, chama à cena a figura ímpar do artesanato barcelense, Domingos Mistério (o Mistério que hoje vos trago não é mais uma lenda, é o nome de um homem), fixa-se na análise da peça "a ceia dos diabos", criada por Francisco Mistério em homenagem a seu pai, dando-nos a conhecer a sua interpretação sobre a mesma e daí parte numa viagem sobre a sua visão da sociedade e do mundo, acabando por concluir que "o Galo ensina-nos a prática da verdade e Mistério a ironia da mentira".
Não sei o nome do autor, mas o artigo é excelente e pode ser lido na íntegra AQUI.
Leiam com atenção, apreciem o sabor das palavras e depois comentem o artigo.

13/10/2009

Arte Mistério

aqui postei uma mensagem relacionada com a figura ímpar que foi Domingos "Mistério", Domingos Gonçalves Lima. Consagrado e respeitado artesão que, embora tenha nascido em Galegos (São Martinho), desde muito cedo se fixou em Galegos (Santa Maria) e aqui deixou fama e descendência que lhe perpetuam o arte e nome.
Sua mulher, Virgínia, e os dois filhos, Francisco e Manuel, são o rosto e a certeza de que a marca "Mistério" não acabará tão cedo.
Bom mestre, bons discípulos:
Domingos "Mistério" transmitiu a arte à mulher e aos filhos. No dicionário, mistério é um fenómeno secreto, escondido, de significado oculto, cujas causas não são explicáveis. No panorama da arte popular, Mistério – com letra maiúscula – refere-se a uma das famílias mais conceituadas do típico figurado barcelense. A alcunha surgiu com Domingos Gonçalves Lima, o menino franzino e débil que sobreviveu, sabe Deus como. O apelido pegou, tornou-se uma das maiores referências do artesanato local e da olaria tradicional portuguesa.Do rancho de doze filhos, gerados por Domingos “Mistério” e Virgínia Coelho Esteves, chegaram a trabalhar seis todos juntos, no início dos anos oitenta, uma “época de ouro” para a família. Resistiram a viver longe do barro, apenas Francisco, de 44 anos, (que chegou a emigrar para os Estados Unidos, mas depressa regressou às origens), e Manuel, de 47 anos. Os restantes irmãos com jeito para a olaria procuraram modos de vida mais rentáveis do que o artesanato. Da geração seguinte, também alguns elementos demonstraram capacidade artística, só que o ofício não garantia um futuro risonho. “Temos sobrinhos com jeito, que gostavam de modelar o barro, mas aperceberam-se que isto não dá para viver”, lastimou Manuel, que sempre gostou do ofício. “Desde puto que gostava de repetir as figuras que o meu pai fazia. Podiam não ficar iguais, mas ficavam muito parecidas”, contou com uma vaidade compreensível. Já Francisco achava que o estavam “a empurrar para o barro” - hoje é a sua principal fonte de rendimento. Nascidos no meio do barro, ambos herdaram o génio criativo e o estilo inconfundível encetado pelo pai, na década de trinta. Com a mesma forma de estar, imortalizam em barro o nome “Mistério”. Claramente fiéis a uma linguagem artística peculiar, também vão arriscando criações originais, porque o mercado assim o exige: “Temos que estar a criar sempre coisas novas, porque a arte é isso mesmo, é tornar tudo possível”. De vez em quando enveredam pela crítica aos costumes e à sociedade, um registo mais ao jeito de Manuel. “É o mais arrojado”, reconheceu Francisco. Das suas mãos já nasceram diabos burlescos, a Ceia dos Diabos, um Santo António a andar de bicicleta, de skate ou de trotinete.
Longe dos olhares indiscretos:
Pela oficina, no lugar de Santo Amaro, já passaram muitos espanhóis, franceses, holandeses, ingleses, italianos e, de paragens mais longínquas, russos, americanos, japoneses e brasileiros.Habituados desde pequenos a contactar com turistas e jornalistas de todo o mundo, Francisco e Manuel não gostam de protagonismo nem de mediatismo e procuram viver, tanto quanto possível, longe dos olhares públicos. Dizem que “não faz parte” da sua personalidade.Feiras e exposições também não são o seu forte. Em termos de negócio, “não vale a pena participar, pois vende-se pouco”, explicou Manuel. “Vende-se melhor em casa”, completou o irmão, enquanto modela mais um mocho em miniatura, para juntar aos restantes que fez enquanto esteve à conversa com o Barcelos Popular.
Domingos "Mistério" - Na tribuna de honra:
Domingos Gonçalves Lima, popularmente conhecido como Domingos “Mistério”, nasceu em Galegos S. Martinho, a 29 de Agosto de 1921. O apelido herdou-o ainda bebé, dada a sua compleição física. Consta que só começou a dar os primeiros passos aos três anos de idade, devido à sua frágil musculatura. Delicado, em criança, robusto, trabalhador e de uma imaginação prodigiosa, em adulto, Domingos “Mistério” foi um dos artesãos mais conceituados da sua época. Foi criado por Rosa Gonçalves Lima, avó materna (era filho de mãe solteira), em Galegos Santa Maria. Foi com ela e com a tia Teresa “Carumas”, ambas barristas, que aprendeu a trabalhar no barro. Enquanto principiante da arte, ajudava na modelação de pequenas peças de figurado para vender na feira de Barcelos. Com doze anos, já criava os seus próprios trabalhos, simples e incipientes, mas com grande aceitação junto do público. Cedo foi vender para as feiras, primeiro como empregado, depois, por conta própria. Casou com Virgínia Coelho Esteves, em Março de 1944, união que resultou em doze filhos, oito raparigas e quatro rapazes. Todos ajudavam nas lides cerâmicas - o sustento da família -, mas apenas Francisco e Manuel mantêm viva a marca “Mistério” e o interesse pelo artesanato figurativo. Matanças do porco, juntas de bois, animais, santos populares, músicos, alminhas, presépios, diabos, pombais, apitos e rouxinóis são alguns exemplos de peças elaboradas pelo barrista, que, no total, conta com um espólio de centenas de modelos diferentes. Foi premiado, em 1983, com o primeiro prémio no III Salão de Artesanato do Casino Estoril, com a peça “Procissão Minhota”, que, ao todo, incorporava 65 figuras. Faleceu a 24 de Março de 1995, com 73 anos, deixando para a posteridade um estilo inconfundível e um legado artesanal invejável.
Mãos incansáveis:
Mulher, esposa, mãe de um “regimento” de doze filhos e trabalhadora nata. Aos 84 anos de idade, Virgínia Coelho Esteves, nascida a 22 de Maio de 1924, em Galegos Santa Maria, mantém o mesmo espírito comunicativo e entusiasta. Acompanhou durante décadas o marido, Domingos “Mistério”, no ofício que o catapultou para a galeria dos notáveis da olaria tradicional portuguesa. Mesmo limitada - porque a idade não perdoa -, continua a trabalhar junto dos descendentes, um regalo que lhe enche o coração não só de alegria como de orgulho. “Gosto de estar na oficina a pintar, é o que sei fazer melhor. Nunca tive jeito para o barro, deixo essa tarefa para os meus filhos”, herdeiros da arte e do talento do mestre, asseverou. Respeitável senhora octagenária, não se incomoda em dividir os louros do êxito do figurado “Mistério”, aquém e além fronteiras. Mãos enrugadas, sábias e impiedosas que continuam a pintar com a mesma doçura com que embalaram os filhos no regaço.
"Labuta e serás mestre":
O adágio popular “labuta e serás mestre” encaixa que nem uma luva no historial da arte Mistério. Domingos “Mistério” aprendeu o ofício do barro, praticou-o dias a fio e tornou-se mestre em artesanato figurativo. Mais: foi criador de um estilo inconfundível, de uma marca própria, que agora tem continuidade no trabalho dos filhos Manuel e Francisco, fiéis seguidores desta tipologia de figurado.Os olhos esbugalhados e os narizes acentuados são, de facto, uma das particularidades do labor artístico do clã. A forma dos bigodes, as orelhas excepcionalmente grandes e a delgadeza das peças também são distintivos a considerar quando se trata de apreciar as obras com assinatura “Mistério”. Em termos de temáticas, o quotidiano, o mundo rural e as crenças religiosas são, sem dúvida, os temas privilegiados, em ambas as gerações. De resto, a pintura – que continua a cargo de Virgínia “Mistério”– confere um toque especial aos trabalhos. As cores utilizadas são variadas e possuem um brilho esbatido, características impostas pela octagenária. Autor: Filipa Oliveira - Barcelos Popular (02 de Outubro de 2008)

12/10/2009

Resultados Eleitorais

As urnas encerraram, a escolha foi feita, os resultados foram os seguintes:
Junta de Freguesia:
PSD: 991 votos
PS: 664 votos
BE: 79 votos
CDU: 16 votos
Votos em Branco: 29
Votos Nulos: 19
Câmara Municipal:
PSD: 822 votos
PS: 754 votos
CDS/PP: 58 votos
BE: 58 votos
PND: 53 votos
CDU: 13 votos
PPM: 4 votos
Votos em Branco: 22
Votos Nulos: 14
Assembleia Municipal:
PSD: 839 votos
PS: 682 votos
CDS/PP: 70 votos
BE: 69 votos
PND: 57 votos
CDU: 20 votos
MMS: 14 votos
Votos em Branco: 28
Votos Nulos: 19
O universo eleitoral de Galegos (Santa Maria) para as três votações foi a seguinte:
Eleitores inscritos: 2.483
Eleitores votantes: 1.798
(Mensagem reeditada)

11/10/2009

Eleições Autárquicas 2009

Neste dia 11 de Outubro decorrem as eleições para eleger os autarcas que irão presidir aos destinos das Câmaras, Assembleias Municipais e Juntas de Freguesia de Portugal até 2013.
Em Galegos (Santa Maria) são quatro as listas que concorrem: Bloco de Esquerda, Coligação Democrática Unitária, Partido Socialista e Partido Social Democrata, encabeçadas, respectivamente, por Nelson Gonçalves, José Carlos Lopes, Francisco Pinto e Jorge Ferreira.
Aproveitando o slogan da Comissão Nacional de Eleições, "não deixe que os outros escolham por si", todos temos a obrigação de participar na votação e eleição, cada um com a sua convicção e razão, do próximo responsável pelos destinos desta freguesia, pelo que devemos sensibilizar e motivar familiares, amigos, colegas, conterrâneos, enfim, todos para tal desígnio.
Façamos deste escrutínio uma verdadeira manifestação da nossa vontade.

10/10/2009

Santa Maria vs Mirandela

Em dia de reflexão eleitoral para as autárquicas 2009, está agendado o jogo Santa Maria / Mirandela, a contar para a 4ª jornada do campeonato nacional da III divisão nacional, série A.
O jogo está marcado para as 15:00 horas no estádio da Devesa.
Será desta vez?
Adenda: 10/10/2009 às 23:58
Infelizmente ainda não foi desta vez, o Santa perdeu em casa por 3-0.
Isto está a ficar feio!...

08/10/2009

Quem vence as Autárquicas?

Quem vence as Autárquicas/2009 em Galegos (Santa Maria)?
Decidi avançar com a sondagem, quase "à boca" das urnas, que se encontra no painel ao lado, esperando a colaboração de todos vós, leitores e eleitores de Galegos (Santa Maria).
A votação estará online até às 23:59 horas de amanhã.
Obrigado pela colaboração.

03/10/2009

Campanha Eleitoral - P.S.D.

Programa eleitoral do P.S.D. para a Junta de Freguesia de Galegos (Santa Maria) - Autárquicas 2009:
(clicar em cima das imagens para aumentar)

29/09/2009

Artesão Manuel Macedo.

(imagem picada daqui)
Tudo começa com um rolo de barro. A partir daí…
Manuel Gonçalves de Macedo, nasceu em 1950 numa das terras do barro e dos grandes artesãos. É em Galegos Santa Maria, onde o espaço físico é a inspiração da riqueza natural e patrimonial, que este arquitecto do barro dá vida e forma às suas personagens. Tendo nascido no seio de uma família com pergaminhos no trabalho do barro, aprendendo os segredos da arte com a tia, Ana Baraça, Manuel Macedo, precocemente, revela uma grande apetência pelas formas de expressão artística.
Após criar a sua própria empresa de peças em molde, à qual ficou ligado grande parte da sua vida, foi na década de 80 que decidiu concentrar-se numa actividade mais criativa e pessoal.
Apesar do artesanato fazer parte de si há mais de 25 anos, o seu talento permaneceu escondido nas prateleiras da sua oficina até 1998, altura em que uma das suas peças participou no concurso dos 700 anos da Cidade de Barcelos. Cláudia Milhazes, à altura conservadora do Museu da Olaria de Barcelos, reconhecendo um talento invulgar neste artesão, incentivou-o a aperfeiçoar a sua arte e a levar além fronteiras a cultura popular portuguesa. Todavia, é, apenas, em 2001, que Manuel Macedo consegue atingir a verdadeira notoriedade com a conquista do 1º prémio na Feira Internacional de Artesanato, em Lisboa. A “Desfolhada Minhota”, peça com a qual ganhou esta mostra de artesanato, vincou uma mudança na visão de uma região, habituada à forma tosca e ingénua do figurado.
Em 2008, inserido no Salão de Artigos Religiosos, vence o II Concurso de Novos Criadores de Arte Sacra com a peça "Jesus com os seus amigos", onde nos revela uma confraternização totalmente diferente das versões clássicas. Jesus Cristo surge numa amena brincadeira com os seus Discípulos, que são apresentados desde a perspectiva da profissão de cada um.
«O meu propósito foi fazer uma coisa diferente. E como gosto muito de estar sempre a inovar e como nunca tinha visto uma representação de Jesus Cristo a brincar com os seus Apóstolos, surgiu-me a ideia de os representar nas suas profissões», explica.
Deste modo, através da sua genialidade, Manuel Macedo vem participando em inúmeras feiras de artesanato nacionais e internacionais e exposições, nas quais tem sido, frequentemente premiado.
Manuel Macedo é um perfeccionista. De suas mãos saem verdadeiras obras-primas “arquitectónicas” que do barro apenas têm o material. Na verdade, ao observarmos as suas peças, constatamos um distanciamento fascinante face ao artesanato característico desta região. A forma como este barrista trabalha as suas personagens, o toque minucioso dos pormenores, a perfeição do acabamento, fazendo de cada peça uma obra-prima, transportam Manuel Macedo para o papel de arauto de uma nova geração de artesãos barcelenses, que os críticos consideram como uma brisa renovada no figurado português.
Ele consegue. Magistralmente, utilizando apenas as mãos e palhetas imprimir movimento às suas peças, desenhar a forma natural das “cousas”, os gestos, os olhares, os sorrisos, criando, por cada um de nós, uma personagem real.
Do trabalho de Manuel Macedo emerge o verdadeiro espírito de um artista, como se de um destino se tratasse. Com este talento, o destino de sucesso é cúmplice e este artesão tem-no … sem dúvida alguma!
A sua obra baseia-se, sobretudo, numa recolha incessante do património cultural minhoto.
Desde figuras como as minhotas, gentes do campo, profissões que marcaram o dia-a-dia da região, ofícios já desaparecidos ou em vias de extinção (lavadeira, moleiro, engraxador, homem a lavrar) e santos populares, Manuel Macedo preocupa-se em registar um Minho tradicional, eternizando-o no barro.
Num Minho caracterizado pelas cores do campo, existem, também, nas peças de Manuel Macedo retratos coloridos e brilhantes, com feições bem definidas, da vida quotidiana como a desfolhada, a vindima, o namoro e as ceifadas. E é no olhar esbugalhado de cada uma das suas figuras que está cravado o seu nome: Manuel Macedo!

27/09/2009

Eleições legislativas.

Decorreram as eleições legislativas 2009, e os resultados em Galegos (Santa Maria) foram os seguintes:
MEP: o votos
MPT-PH: 3 votos
PS: 559 votos
PPM: 6 votos
MMS: 1 voto
PSD: 789 votos
PNR: 2 votos
PND: 30 votos
PCTP/MRPP: 10 votos
POUS: 2 votos
PPV: 3 votos
CDS/PP: 165 votos
PCP/PEV: 31 votos
BE: 125 votos
Abstenções: 701 eleitores
No universo de 2.480 eleitores inscritos, votaram 1.779.
Adenda: 29/09/2009
Falta a informação relativa:
Votos em Branco: 34
Votos Nulos: 19

Macedo Cavaleiros / Santa Maria

Realizou-se ontem, sábado 26 de Setembro, a terceira jornada do campeonato nacional da III divisão, tendo-se o Santa Maria F.C. deslocado até Macedo de Cavaleiros.
A deslocação não foi nada profícua, já que o SMFC averbou mais uma derrota, perdeu por 2-0, a terceira consecutiva para o campeonato, o que não agoira nada de bom para as nossas cores.
A próxima jornada está marcada para o dia 10 de Outubro, altura em que o Santa Maria recebe o líder, Mirandela.

25/09/2009

Falecimento.

Faleceu hoje a Dª Rosa de Jesus da Costa Barbosa, 87 anos, sogra do Sr. Jorge Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia.
O funeral está marcado para amanhã, sábado 26 de Setembro, pelas 17:00 horas na igreja paroquial de Alheira, estando o corpo em câmara ardente na capela mortuária.

24/09/2009

Lei da Água

A propósito da Lei da Água (Lei nº 58/2005, de 29 de Dezembro), muito se tem especulado no que diz respeito à necessidade da legalização das captações de águas subterrâneas através de furos, poços e minas.
No sentido de esclarecer, aqui transcrevo o Despacho nº 14872/2009, de 19 de Junho, do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional:
... ...
"Despacho n.º 14872/2009 A Lei da Água (Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro) e o Decreto –Lei n.º 226 -A/2007, de 31 de Maio, estabelecem as normas para a utilização dos recursos hídricos públicos e particulares (incluindo os respectivos leitos e margens, bem como as zonas adjacentes, zonas de infiltração máxima e zonas protegidas), tal como são definidos na Lei da Titularidade dos Recursos Hídricos (Lei n.º 54/2005, de 15 de Novembro). Nestes diplomas são identificados os tipos de utilização que, por terem um impacto significativo no estado das águas, carecem de um título que permita essa utilização. Esse título, em função das características e da dimensão da utilização, pode ter a natureza de «concessão», «licença» ou «autorização». É estabelecida ainda a figura de mera «comunicação» para certas utilizações de expressão pouco relevante, a qual, no entanto, não tem a natureza de título de utilização. A «concessão» e a «licença» são figuras que em Portugal já se aplicam à utilização dos recursos hídricos desde a publicação da primeira Lei da Água, em 1919. Já as figuras da «autorização» e da «comunicação» são novas, tendo sido introduzidas pela actual legislação com o intuito da simplificação processual, aplicando -se a diversas utilizações dos recursos hídricos particulares. Deve ser sublinhado que, neste quadro jurídico, as captações de águas subterrâneas particulares já existentes, nomeadamente furos e poços, com meios de extracção até 5 cv não carecem de qualquer título de utilização nem têm de proceder a qualquer comunicação obrigatória à administração. No caso de novas captações com estas características, apenas é necessário proceder a uma mera comunicação à respectiva administração de região hidrográfica (ARH). Não existe qualquer taxa administrativa associada a este processo. Apenas os utilizadores de recursos hídricos que dispõem de meios de extracção bastante significativos (superiores a 5 cv) carecem de um título que lhes permita essa utilização. Muitos destes utilizadores estão já regularizados mas, no caso de não estarem, o artigo 89.º do Decreto-Lei 226-A/2007, de 31 de Maio, contém uma disposição que permite a regularização dessas situações junto das respectivas ARH num prazo de dois anos, entretanto alargado por mais um (31 de Maio de 2010). Não existe, também neste caso, qualquer taxa administrativa associada a este processo. Estas disposições legais, que se julgavam incontroversas, geraram dúvidas e apreensão nos utilizadores de águas subterrâneas (furos e poços) no que se refere à sua abrangência e condições de aplicação ou a eventuais encargos financeiros a elas associados. Assim, tendo presente a necessidade de garantir uma correcta e homogénea aplicação da legislação em todo o País, determino que sejam seguidas as seguintes normas de orientação:
1 — Apenas as utilizações dos recursos hídricos sujeitas à obtenção de um título, seja ele concessão, licença ou autorização, têm de ser regularizadas nos termos da Lei da Água e legislação complementar.
2 — As captações de águas subterrâneas particulares, nomeadamente furos e poços, com meios de extracção que não excedam os 5 cv, estão isentas de qualquer título de utilização, apenas devendo ser comunicadas à ARH nos casos em que o início da sua utilização seja posterior a 1 de Junho de 2007.
3 — Não obstante o que é estabelecido no n.º 2, os utilizadores poderão a título voluntário comunicar à ARH a sua utilização, independentemente dessa comunicação não ser obrigatória, obtendo assim uma garantia de que não serão consentidas captações conflituantes com as suas e contribuindo para um melhor conhecimento e uma melhor gestão global dos recursos hídricos.
4 — Não estão sujeitos ao pagamento de qualquer taxa administrativa o processo de legalização de uma utilização de águas subterrâneas particulares com meios de extracção superiores aos 5 cv ou a comunicação de uma utilização.
5 — Não se aplica à utilização de águas subterrâneas particulares, qualquer que seja o volume extraído, a componente A (captação) da taxa de recursos hídricos, regulamentada pelo Decreto -Lei n.º 97/2008, de 11 de Junho; apenas nos casos de utilizações susceptíveis de causar impacte muito significativo, isto é, quando cumulativamente os meios de extracção excedam os 5 cv e o volume extraído seja superior a 16 600 m3/ano é aplicável a componente U (utilização de águas sujeitas a planeamento e gestão públicas).
6 — As ARH deverão mobilizar os recursos humanos necessários para prestar as necessárias informações e apoiar a regularização de todas as situações que o requeiram, fazendo os protocolos de cooperação que se afigurem necessários com juntas de freguesia, associações de agricultores ou outras entidades consideradas relevantes. 19 de Junho de 2009. — O Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Carlos da Graça Nunes Correia".
(Diário da República, 2.ª série — N.º 126 — 2 de Julho de 2009)

21/09/2009

Matar saudades!

Querem perder algum tempo a tentar adivinhar quem faz parte desta foto, tirada por alturas de 1973/1974, penso eu, no campo de futebol do Seminário do Espírito Santo na Silva?!
Algumas "figuras" são facilmente identificáveis, outras mais difíceis, mas com um pouco de paciência, vai-se lá.
É a memória colectiva daqueles que por esta altura, vivem a ternura dos quarenta...
Bons velhos tempos, não pessoal?
Não deixem de comentar, porque recordar é viver.
Já agora, será que não há mais como esta por aí, guardadas nos baús e caixinhas de memórias?
Não as querem disponibilizar e, desta forma, contribuir para a memória e história desta terra?
Fico à espera do vosso contributo.

20/09/2009

Santa Maria / Amares

Hoje, pelas 17:00 horas, no estádio da Devesa, jogam o Santa Maria F.C. v F.C. Amares a contar para a 2º jornada do campeonato nacional da III divisão, série A.
Recorde-se que na jornada anterior, o Santa Maria foi perder ao Maria da Fonte por 1-0 e o Amares bateu o Bragança por 3-2.
Esperemos que os pupilos do João Salgueiro afinem a pontaria e levem de vencida a partida.
Boa sorte.
Adenda:
Resultado final: SMFC 0-1 Amares, isto não é mesmo um bom começo, esperemos que consigam dar a volta à situação...

19/09/2009

Candidaturas às Autárquicas 2009

(clicar em cima da imagem para aumentar)
(clicar em cima da imagem para aumentar) (clicar em cima da imagem para aumentar) (clicar em cima da imagem para aumentar)

18/09/2009

Placas identificativas.

A Junta de Freguesia mandou colocar diversas placas com a bandeira e brasão de Galegos Santa Maria em diversos locais da freguesia, mais ou menos conforme a imagem acima, placas que, segundo os responsáveis, não são de identificação de estremas, tão somente de "divulgação do brasão e para dar relevo à terra onde nasceu o Galo de Barcelos".
Segundo parece, para além das que foram colocadas nas entradas do Eirôgo, Outeiro, Souto de Oleiros e Vessadas, ainda havia mais três para serem colocadas nas entradas que fazem fronteira com Manhente, mas como existe um conflito de estremas com esta freguesia, os responsáveis autárquicos decidiram não causar mais atritos e confusões, acabando por as colocar em locais de maior visibilidade e passagem rodoviária: na rotunda da Devesa, no início da rua Aldeia/Devesa e junto às alminhas de Portela.
Embora respeitando esta opção, creio que mesmo assim poderiam ter sido colocadas nas ditas entradas, mas mais afastadas da zona de conflito, de maneira a não dar hipótese de alimentar qualquer discussão ou contestação relacionada com o assunto.
A mim, pessoalmente, para além da vertente promocional da bandeira, do brasão e da ênfase que se quer dar ao facto de o Galo de Barcelos ter as suas origens em Galegos Santa Maria, atribuídas ao Sr. Domingos Côto, o que realmente se deveria ter feito era colocar as placas nas estremas, fazendo-as funcionar como placas identificadoras disso mesmo e, ao mesmo tempo, colocar em dois ou três locais estratégicos, placares com o mapa oficial da freguesia (responsabilidade do Instituto Geográfico Português - entidade responsável pela elaboração da Carta Administrativa Oficial de Portugal) para que todos pudessem conhecer em profundidade os limites administrativos da freguesia.
Qual é a vossa opinião?