Terra tradicional, criou o Galo de Barcelos que deu nome a Portugal! (Fernando Morgado)
Eu digo NÃO!
Em defesa da língua portuguesa, o autor deste blogue não adopta o "acordo ortográfico" de 1990 por este ser inconsistente, incongruente e inconstitucional, para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral.
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24/06/2015
27/01/2010
24/06/2009
A capela de S. João (I)
"Cabeça" de S. João
Bandeira da Confraria de S. João Batista
(a) - Estes painéis foram encontrados "arrumados" e esquecidos por trás do altar mor, sem qualquer cuidado ou atenção, como se de lixo se tratasse, tendo a Comissão de Obras decidido em boa hora, e muito bem, restaurar e preservar estes tesouros da arte religiosa.
28/03/2009
Recordação.
12/02/2009
Inscrição.
Como podem verificar, a data aí inscrita é "1662", século XVII, que segundo se crê seja da original capela edificada em honra de Santo Amaro, ou então assinala somente a remodelação / ampliação da original.
Conforme já referi noutra mensagem anterior, havia quem entendesse que a capela teria sido construída por alturas do final do século XIV ou inícios do XV, tendo sofrido inúmeras remodelações e ampliações, nunca deixando de ter um aspecto humilde e singelo, como aliás ainda muita gente se lembra, e que essa devoção tenha sido fomentada pelos beneditinos do convento de Manhente, contudo, porque não há prova que sustentem essa teoria, o melhor é acreditar que efectivamente a inscrição marque o terminus da construção da capela.
De referir ainda, que esta pedra estava inserida como padieira da porta lateral, lado sul, e foi colocada à entrada da porta principal após a conclusão das obras de reformulação que a capela sofreu em 1979, servindo presentemente de banco!
14/01/2009
CLAMOR.
É uma tradição que perdura no tempo, em que os devotos de Santo Amaro se dirigem no dia 15 de Janeiro em procissão da Igreja Paroquial até à sua capela, clamando em voz alta "ora pro nobis" a cada invocação que o sacerdote faz.
Há alguns anos, poucos, a esta parte, dado que poucos fiéis se dispunham a levantar cedo para participarem no clamor, o Abade decidiu antecipar este acto religioso para a véspera do dia 15, a fim de que mais gente, em particular a mais nova, pudessem participar.
Esta tradição é ainda marcada por outro costume, comer figos secos, doces e beber vinho do Porto logo após terminarem as cerimónias religiosas, o que deixava marcas em alguns, quase sempre os mesmos, que apanhavam a "mica" logo de manhã cedo.
06/11/2008
Capela de Santo Amaro
A devoção a Santo Amaro deve remontar ao tempo em que o frades beneditinos ocupavam o mosteiro de S. Martinho de Manhente e escolheram esta colina para aqui construírem a capela com a finalidade de peregrinarem em meditação e aprofundamento da fé. Esta é a opinião do nosso conterrâneo, Dr. Francisco Almeida, que defende esta teoria com um estudo sobre a devoção a Santo Amaro em Galegos Santa Maria, infelizmente não publicado.
Sabemos que aos beneditinos foi concedido o couto de Manhente em 1128, mas que por volta de 1400 esses já lá não moravam, tendo sido extinto o mosteiro por ordem do Arcebispo de Braga, D. Martinho Pires da Charneca, reduzindo-o a igreja secular, «havia quase vinte anos que a comunidade monástica desaparecera, sobrevivendo apenas o abade Martinho Soeiro», segundo o professor da Faculdade de Letras do Porto, José Marques.
A capela actual, remodelação profunda da anterior, "antiga, pequenina, simples, com um largo alpendre em frente à sua porta principal suspenso em duas colunas, cercada por um pequeno adro (onde tantas vezes joguei à bola), está situada em sítio alto e desafogado, donde se desfruta um amplo panorama (isto era antes de à volta construírem habitações).
Na padieira da porta travessa tem gravada a data de 1662.
Dentro, a capela-mor é forrada a madeira, tendo do lado esquerdo um pequeno coro no mesmo plano do pavimento da capela e a seguir a este a sacristia.
O corpo da capela é também forrado a madeira.
É um templo muito pobrezinho; o seu altar, único, não tem tribuna. Tinha um antiquíssimo, mas há poucos anos foi queimado, havendo então a promessa de colocar outro no sítio, o que ainda se não cumpriu.
No terreiro em frente à capela ergue-se um bem proporcionado cruzeiro com coluna e capitel coríntio, mas sem data nem inscrição.
A imagem do padroeiro é de muita devoção para o povo daqui e arredores. A sua festa é no domingo seguinte ao dia 15 de Janeiro. Os devotos conduzem na romagem em volta da capela pernas e braços de pau que os festeiros cedem para esse fim em troca de esmolas", segundo Teotónio da Fonseca in "Barcelos áquem e além Cávado", é feita toda ela em betão, de formas lineares, com uma torre sineira, coro e altar em forma de concha que, para além do padroeiro Santo Amaro, alberga ainda a Senhora do Bom Sucesso e São Bento.
Já agora, dado que tenho o objectivo de encontrar fotos antigas da capela anterior, apelo a todos aqueles que porventura possuam ou saibam quem as tem, para que as façam chegar às minhas mãos, não só para as publicar mas, sobretudo, guardar para memória futura.
30/10/2008
Capela de S. João
"A capela de S. João, pequenina, tem uma galilé suspensa em 6 colunas. Dentro é forrada a madeira e o seu único altar em boa talha", este era o comentário de Teotónio da Fonseca no seu livro "Barcelos Aquém e Além Cávado" de 1939.
Em 2007 a capela foi objecto de obras de restauro e conservação mantendo a sua estrutura e traça original.
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Altar-mor com S. João Batista em destaque
Imagem de S. João adquirida pela Comissão de Obras da Capela com a finalidade única de figurar nas procissões (andores), a fim de preservar e conservar a imagem principal.





