Terra tradicional, criou o Galo de Barcelos que deu nome a Portugal! (Fernando Morgado)
Eu digo NÃO!
Em defesa da língua portuguesa, o autor deste blogue não adopta o "acordo ortográfico" de 1990 por este ser inconsistente, incongruente e inconstitucional, para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral.
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22/05/2020
20/05/2020
05/01/2020
Família Baraça
Família Baraça
Ana Baraça foi a “fundadora” deste apelido que seguiu os seus descendentes. Ana nasceu em 1904 em Galegos (Santa Maria) e, desde muito nova, se iniciou na modelação e pintura de figuras em barro juntamente com o seu avô. As suas figuras, maioria das quais dedicadas ao universo agrícola, são facilmente reconhecíveis através do formato das bases dos pés; contudo é nas faces, especialmente nos olhos e nos narizes, que reconhecemos a distinção e originalidade da sua arte. A artista influenciou significativamente os seus descendentes, ensinando a mestria da sua arte aos seus filhos – Fernando e Rosalina – e aos seus netos – Carlos, Vítor e Moisés. Deste modo surgiu o vulgarmente apelidado Estilo Baraça.
Fernando Baraça
Filho de Ana Baraça e nascido em 1943 demonstrou bastante cedo uma grande paixão pela arte barrista e a produzir as suas próprias peças vendendo-as na feira onde a mãe já vendedora era. A paixão nata alinhada às graves carências económicas da época fê-lo desistir da escola e dedicar-se inteiramente ao trabalho no barro. Pelas suas palavras, sempre foi fascinado pela criação de peças únicas que não eram vistas no mercado tradicional, tendo tido desde sempre uma grande vontade de expressar-se e inovar através da sua arte. O autor tem bastante êxito no figurado referente às bandas musicais e aos coretos, e diz-se completamente apaixonado por eles, mostrando um grande orgulho por vê-los espalhados pelo mundo.
(retirado do facebook, da página In Barcelos)
06/12/2018
24/10/2018
10/02/2018
05/02/2018
Destaque
(imagens retiradas da página Município de Barcelos, no facebook)
Imagens da cerimónia de abertura da exposição "Uma geração de Baraças ligada pelo barro", que aconteceu no passado dia 3 de Fevereiro, no Museu de Olaria de Barcelos.
A exposição estará patente ao público até ao dia 31 de Dezembro de 2018.
03/02/2018
Exposição
“Uma
Geração de Baraças ligada pelo Barro”, é o título da exposição que abre
amanhã, sábado, às 17:00 horas, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de
Olaria.
Uma exposição dedicada a uma das mais conceituadas e tradicionais famílias do artesanato de Barcelos, a família Baraça .
Na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Olaria, não irão faltar os coretos, os galos de Barcelos, as bandas de música e as alminhas, por entre as mais de cem peças que estarão em exposição e que espelham temas tradicionais, com especial incidência no mundo rural, na religião e nas festas.
Uma exposição dedicada a uma das mais conceituadas e tradicionais famílias do artesanato de Barcelos, a família Baraça .
Na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Olaria, não irão faltar os coretos, os galos de Barcelos, as bandas de música e as alminhas, por entre as mais de cem peças que estarão em exposição e que espelham temas tradicionais, com especial incidência no mundo rural, na religião e nas festas.
12/12/2017
Exposição de presépios
(Fotos retiradas da página do facebook do Município de Barcelos e Carlos Araújo)
O Município de Barcelos expõe, em três espaços diferentes, mais de 200 presépios, assinados por meia centena de artesãos do concelho, entre os quais algumas dos conterrâneos Júlia Côta, Conceição Sapateiro, Manuel Macedo, Mistério, Irmãos Baraça e Telmo Macedo, entre outros.
De barro e de ferro, mas também bordados, de pinhas e até de espinhas de bacalhau, os presépios, numa mostra denominada "Presépios - Uma Tradição, Várias Interpretações", estarão expostos até ao dia 6 de Janeiro na Torre Medieval, no Posto de Turismo e na Sala Gótica dos Paços do Concelho.
Uma exposição a não perder.
06/07/2016
13/11/2014
Rota do Figurado de Barcelos
"Músico cabeçudo" de Ana Baraça
"Junta de bois" de Rosa Côta (filha de Domingos Côto e Emília Maria de Faria)
12/11/2014
Certificação do artesanato
O Figurado de Barcelos, produto artesanal certificado, constitui actualmente uma das maiores produções artesanais do concelho. Esta produção iniciou-se como uma actividade subsidiária da olaria, nos tempos livres e aproveitando pequenas porções de barro, faziam-se pequenas peças para as crianças brincarem, nomeadamente figuras de pessoas ou animais onde se colocavam na base das mesmas um apito ou instrumentos musicais (ocarinas, rouxinóis, cucos, gaitas, entre outros). O Figurado de Barcelos distingue-se de qualquer outra produção, assumindo características únicas, quer nas formas quer nas cores. Esta é portanto uma produção de excelência, sendo as mais comuns entre os vários artesãos, as de cariz religioso e festivo (santos, presépios, diabos e cristos, etc.), as referentes à vida quotidiana (profissões, pessoas, festividades, etc.), o bestiário (diabos, figuras disformes e ambíguas) e figuras várias e miniaturas onde se destaca o famoso Galo de Barcelos.
O Figurado é um instrumento da nossa cultura e história comum, que retrata em cada época, o seu tempo. É uma forma popular de expressão artística que continua "viva" e se materializa através do barro. O Figurado pintado ou vidrado tem a capacidade ímpar de retratar a evolução da nossa sociedade ao longo dos tempos e as tradições que lhe estão subjacentes nos domínios cultural, etnográfico, económico e religioso, sem prejuízo da inovação e modernidade.
Para conhecer a realidade desta que é uma das mais importantes produções da arte popular portuguesa seleccionamos os mestres artesãos que salvaguardam este contexto artístico.
(Texto retirado daqui e adaptado à forma escrita antes do acordo ortográfico)
No sítio apontado, constam os nomes dos mestres artesãos certificados, muitos deles naturais e residentes em Galegos (Santa Maria).
É o caso de Fernando Morgado, que viu a sua arte reconhecida ao ser contemplado com uma peça, "casal de minhotos", no Roteiro do Figurado.
Todos os outros artesãos de Galegos (Santa Maria) que foram incluídos no projecto, também serão alvo de destaque em futuras edições neste blog.
08/04/2014
O vídeo!
Para todos aqueles que ainda não viram o vídeo, ei-lo aqui.
Os "actores" são, pela ordem de aparição, a "avózinha" Luísa "baraça" a fazer assobios, a Rosalina "baraça" a fazer galos e o "avó" Manuel "coreixinhas", pai da Ana "baraça" a trabalhar na roda. Depois, sentadas nas escadas do adro da capela de Santo Amaro, a Sameiro "roxo" e a Amélia "rominé" a pintar loiça.
Para além destas figuras, ainda aparecem mais algumas mulheres e uma criança não identificáveis, para além de uma visão geral da frente da capela de Santo Amaro e das célebres oliveiras que estavam no adro.
O vídeo na integra nesta ligação: RTP Arquivo.
(Um agradecimento especial ao Xavier Sousa e Joâo Rega pelo excerto do vídeo e o som).
30/01/2013
24/12/2011
21/05/2010
18/03/2010
25/04/2009
Prémio Inovarte 2009
No passado dia 20 de Abril a AdereMinho, associação para o desenvolvimento regional do Minho, anunciou os vencedores para o concurso Inovarte 2009, prémio destinado a promover e divulgar o artesanato minhoto.
O vencedor deste prémio é o nosso conterrâneo artesão Vítor "Baraça", neto da famosa, singular e criativa Ana "Baraça", com a peça "escola de astronomia".
Lembro que publiquei duas mensagens relacionadas com o clã "Baraça", uma em 19/03/2009 e outra em 30/03/2009, que podem recordar, lendo e vendo algumas das maravilhas artísticas saídas das mãos destes artesãos.
Recordo ainda, que a vencedora deste prémio no ano anterior foi também uma artesã nascida em Galegos Santa Maria, mas que vive actualmente em Areias de S. Vicente, Conceição Sapateiro - mensagem publicada em 08/04/2009.
Parabéns e continuem a vossa obra.
30/03/2009
19/03/2009
O clã Baraça.
A família “Baraça” é a prova viva da passagem de saberes e identidades na arte de trabalhar o barro. A tradição foi encetada por Ana “Baraça” no início do século passado e continuada, primeiro, pelo filho Fernando “Baraça” e, agora, pelos netos Carlos, Vítor e Moisés “Baraça”.
Com uma identidade muito própria, o figurado dos “Baraças” pauta-se pelo simbolismo, pela magia e pela expressão artística das peças, características às quais se aliam as cores coloridas e atractivas que atestam a vivacidade deste tipo de artesanato. O espólio exposto é vasto e diversificado, notando-se, contudo, uma predominância de peças intimamente influenciadas pelo estilo de Ana “Baraça” – caso das juntas de bois, dos presépios e de outras que retratam a ruralidade e o quotidiano. De Fernando “Baraça” destaque para os coretos e para as bandas de música, os trabalhos mais identificativos da sua arte.
Sem renegar as origens e a tradição familiar, Carlos, Vitor e Moisés “Baraça” têm-se dedicado também a criar e a inovar nas técnicas e nas formas. Vitor “Baraça” tem enveredado, por exemplo, pelas imagens de Cristos e pelas profissões. Já Moisés “Baraça”, o filho mais novo, alia o carácter tradicional, ao estilo da sua avó, à criatividade e à inovação, trabalhos que já o levaram a participar em feiras e exposições de artesanato a nível nacional e internacional.
A exposição “A Arte dos Baraças” pretende, assim, prestar tributo a uma das famílias de barristas mais tradicionais do concelho e, simultaneamente, mostrar a riqueza das peças produzidas pelos quatro artesãos descendentes da mítica “Ana Baraça”. Mais que uma família de barristas, os “Baraças” “são uma marca de expressão da expressão artística do figurado de Barcelos e constituem-se como referencial da arte popular em Portugal”.
Linhagem de artistas:
O epíteto “Baraça” surge do casamento entre Ana Lopes Gonçalves (Ana “Baraça”) e Manuel Pereira que, em solteiro, tocava viola nas romarias das aldeias, a qual decorava com baraças (tiras em tecido) que ficavam penduradas e chamavam a atenção das pessoas. Nas calças, Manuel Pereira também usava uma baraça em vez de um cinto. Ora, a alcunha “pegou” e, ligado ao nome da sua esposa Ana, tornou-se uma referência no panorama das artes e dos ofícios portugueses.
Mas a tradição barrista desta família é bem mais antiga. Filha de Manuel Valada e Luísa Lopes, memoráveis artesãos do concelho, Ana “Baraça” começou a acariciar o barro muito cedo, contava apenas 7 anos. Aos 15, já colocava as suas próprias criações no forno do pai. Foi com os seus trabalhos que o nome “Baraça” se catapultou para os arautos da arte popular nacional. A artesã de Galegos Santa Maria deu ao típico figurado de Barcelos uma projecção só comparável à acção de Rosa “Ramalho” e Rosa “Cota”.
O seu saber foi transmitido ao filho Fernando Gonçalves Pereira “Baraça”, que também se iniciou na arte quando ainda menino. A paixão pelo barro, associada às precárias condições económicas da família, levaram-no a dedicar-se totalmente à feitura de artesanato. Os trabalhos que elabora têm uma nítida influência na arte da mãe, mormente as peças ligadas ao mundo rural, à agricultura e à pecuária: os carros de bois, os camponeses, os arados, as juntam de bois, entre outras. Já o seu cunho pessoal fica expresso sobretudo nos coretos e nas bandas de música.
Os três filhos de Fernando – Carlos, Vitor e Moisés “Baraça” – também comungam da mesma paixão e estão, assim, a dar continuidade à obra iniciada pela avó Ana “Baraça”. Foi com ela, aliás, que deram os primeiros passos no ofício. Têm experimentado novas técnicas, feitios e temáticas. Mas continuam fiéis ao estilo da “mestre”.
Autor: Filipa Oliveira (Barcelos Popular – 20/11/2006) a propósito da exposição de trabalhos na Sala Gótica dos Paços do Concelho de Barcelos.
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