Eu digo NÃO!

Em defesa da língua portuguesa, o autor deste blogue não adopta o "acordo ortográfico" de 1990 por este ser inconsistente, incongruente e inconstitucional, para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral.


30/11/2008

Adro da Igreja.

Aqui vão algumas fotos antigas para terem uma pequena ideia como seria o adro da igreja antes das remodelações que sofreu ao longo destes últimos anos.
Na primeira foto, vemos que o adro era murado a toda a volta, com vasos de cimento a encimar pequenos pilares para embelezamento, sem esquecer a árvore de pequeno porte aí existente.
Do lado sul, tinha umas escadas e um pequeno balcão ajardinado, em cujo muro estão os figurantes em segundo plano, existindo ainda uma bica de água que posteriormente foi mudada para perto do posto de leite.
A entrada principal para o adro e Igreja, com três degraus largos e vasos, falta um na direita, a encimar os pilares, sendo o terreiro em terra batida, onde os miúdos aproveitavam para brincavam antes e após a catequese.
Como podemos reparar, o primeiro degrau estava protegido por dois pilares que serviam de resguardos, um de cada lado, para que não fosse danificado pelos carros ou camiões. Este é o aspecto actual do adro.

28/11/2008

Antes e Agora!

Mais uma foto "roubada" do arquivo dos meus Pais.
Regista, para a posteridade, o seu casamento, já lá vão 47 anos, e foi tirada no caminho da Gávea.
Para quem não sabe, a Gávea era o caminho que ligava Casa Nova a Souto de Oleiros, onde se encontra a Escola Primária e o Jardim Infantil, local bastante escuro, aliás não só ali como em todo o lado, ainda não havia iluminação pública nessa altura, afamado por aí aparecer o "diabo" e facilmente reconhecido pelo sobreiro tombado sobre o caminho (nota-se sobre o ombro esquerdo do meu Pai).
Por aí corria um rego de água pelo lado direito do caminho, desaguando numa poça no terreno do "Cesteiro". Tinha, e tem ainda, uma mina de água que servia o fontanário que existia junto à Igreja, a sacristia e o resto era para o passal, Neste momento, penso que a mina já não fornece água a ninguém, já que não corre água na porta de vigia perto dos Ermidas. Após a revolução nos alargamentos e aberturas de caminhos, pós 25 de Abril de 1974, o caminho ficou com outro aspecto, como retrata a imagem abaixo.
O progresso é necessário e importante, restam-nos as memórias...

27/11/2008

Lugar do Eirôgo

Cruzamento para Outeiro/Roriz Sentido Termas / Sóquinho
Em direcção às Termas (lá ao fundo)

26/11/2008

Mapa Administrativo Oficial.


Este é o mapa Oficial da freguesia de Galegos Santa Maria, conforme consta no IGEO (Instituto Geográfico Português), entidade responsável, a partir de 1999, pela elaboração da Carta Administrativa Oficial (Despacho conjunto nº 542/99, de 31 de Maio)
A este Instituto foi concedida responsabilidade de elaborar a carta administrativa oficial que registe o estado de delimitação e demarcação das circunscrições administrativas do país, pelo que é sobre este trabalho que as autarquias calculam os valores financeiros a atribuir às freguesias, o chamado Fundo de Financiamento das Freguesias, uma vez que a área é um dos critérios de distribuição, para além do número de eleitores e uma outra parte igual para todas.
Da análise do mapa, há questões que naturalmente não são consensuais entre as freguesias, é o caso da fronteira com Manhente e Roriz.
No caso de Roriz, o mapa aponta o limite para o marco que se encontra perto do antigo posto médico de Lijó, situado bem junto do aqueduto de águas, quando o marco se encontra lá mais em cima, no topo do Monte Lombão, no cotovelo do antigo caminho que ligava Galegos a Lijó e que muita gente utilizava para se deslocar ao posto médico.
Quanto a Manhente, uma vez que consideram, erradamente, o marco de Penelas, situado na casa do falecido Sr. Joaquim Araújo, como ponto de divisão entre as duas freguesias (três, no caso porque também o é para Galegos São Martinho!), fazendo daí partir uma linha recta até à casa do Sr. Manuel Araújo, junto do "Pauta", o que na prática apanha quase toda a área do loteamento da tulipa ou da lagoa, o limite administrativo oficial acaba por dar uma outra verdade que os de Manhente nem sequer querem ouvir nem debater.
Eu também não sou desta opinião, sou mais comedido no traçado da linha divisória, que para mim será mais desde a casa conhecida como do Armindo "alfaiate", sempre considerada como de Manhente, em linha recta até ao portão norte da casa do Bogas e daí até às instalações fabris da Esteves Barbosa & Gonçalves (estamparia).
Será que alguma vez as Juntas se irão entender sobre este assunto? Não haverá maneiras de ambas as partes cederem e ficarem pelo meio termo, até porque me parece que não existem muitos dados históricos que ajudem a perceber esta embrulhada?
O que tem acontecido até agora é o prevalecer de um critério, mais ou menos arbitral, da vontade daqueles que moram na fronteira e que se registam conforme a sua naturalização ou cunho bairrista. Aliás, penso que seja essa a verdadeira e única razão para o conflito existente, não tenho a menor dúvida a esse respeito, porque se assim não fosse os marcos ainda estariam nos seus sítios ancestrais...

25/11/2008

Imagem histórica.

Imagem histórica para a paróquia de Santa Maria de Galegos.
Estamos em 1980, organiza-se o cortejo fúnebre do Padre Joaquim, que morreu vítima de atropelamento, com destino à sua terra natal, Touguinhó.
Tendo chegado à paróquia para substituir o padre Clementino, depressa ganhou o coração da população ao integrar-se no movimento de renovação da rede viária da freguesia, ajudando no transporte de materiais e terras com o seu tractor, envolvendo-se nos trabalhos agrícolas, em actividades recreativas e sociais e dando novo alento à vivência religiosa na paróquia.
Haverá muitos que não terão ficado com muitas boas razões para o recordar, porque, para o bem, o Padre Joaquim era uma pessoa compreensível, afável e de fácil trato, mas quando lhe chegava a "mostarda ao nariz", então estava o caldo entornado, não perdoava. Estalos e uns cortes de cabelo estarão com certeza na memória de alguns.
Já agora, recordar também uma figura incontornável na vida desta freguesia, que também desapareceu na década de oitenta, o "cromo" João Tolo!
Quem não se recorda dele? Ele também faz parte da foto acima!
Figura aterradora para muitas criancinhas, era, na verdade, uma pessoa meiga e inofensiva quando tratada como gente, que o era. Recordo as imensas vezes que frequentou a casa de meus Pais sem nunca ter causado grandes problemas, e digo grandes problemas porque com uns copitos já não respondia pelos seus actos.

24/11/2008

Estrema com Manhente em 1508.

Na Secção Registo Geral – livro número 391, folhas 187 do Tombo de Santa Maria de Galegos, guardado no Arquivo Distrital de Braga, encontramos a descrição dos limites entre Santa Maria de Galegos e S. Martinho de Manhente.
“Ano do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo de 1508, aos 29 dias do mês de Agosto entre a aldeia de São Veríssimo e a aldeia de Trás da Fonte em uns penedos e assim achamos que se chamam os penedos de penelas, sendo aí juntos o honrado Afonso Anes, Abade de Santa Maria de Galegos e da outra parte João de São Jorge, clérigo de missa, religioso do mosteiro de Vilar de Frades, e com eles Afonso Fernandes, João Vicente, João Vaz, Martim Luís e Gonçalo Roriz todos da freguesia de Manhente, e João de Arcozelo e João Martins da freguesia de Santa Maria de Galegos para haverem de demarcar as ditas freguesias de Santa Maria de Galegos e a de Manhente aos quais fregueses assim de uma freguesia como da outra foi dado juramento dos Santos Evangelhos por mim notário e em presença de João Rodrigues notário Apostólico morador em Barcelos escudeiro e das partes e feita pergunta que era o que sabiam acerca das demarcações entre as ditas Igrejas os quais todos juntos disseram que nestas mesmas pedras e penelas (outeiros, penha pequena) estavam muitos sinais, convêm a saber: um arco feito como a soía e outros sinais, muitos que pareciam picos (?) e cruzes e uns contra aguião (norte, a direcção norte) e outros contra suão (sul) e outros para abrego (sul, lado sul das marcações) onde chegavam três freguesias: Santa Maria de Galegos, a de S. Veríssimo e a de São Martinho de Manhente e que dali partia Santa Maria de Galegos e São Martinho de Manhente direito ao limite, pelo teso (cimo) do monte acima ao outeiro do Golai, e dali a um penedo que se chama penelas de Vilar do qual penedo acaba de partir Santa Maria de Galegos com São Martinho de Manhente, convêm a saber Santa Maria de Galegos fica contra Aguião (norte) e São Martinho de Manhente contra Abrego (sul) e no dito penedo (penelas de Vilar) começa a partir São Martinho de Manhente com São Martinho de Galegos, e para memória da verdade assinaram os sobreditos e eu João Rodrigues notário que por mandado dos sobreditos isto escrevi”.
Tal como naquele tempo, também agora as gentes de Galegos pouca importância dão a estas coisas. Vemos que para marcação das estremas, apareceram, para além do padre, mais 5 cidadãos de Manhente, enquanto de Galegos, para além do padre, somente 2 cidadãos estão presentes.
Hoje, quem conhece de verdade as estremas entre as freguesias? Onde param os marcos que assinalavam as fronteiras? Quem os retirou? Com que finalidade?
Quem sabe onde se situa o outeiro de Golai? Embora seja um topónimo com quinhentos anos, a verdade é que estes nomes não desaparecem com facilidade, perpetuavam-se no tempo. Só muito recentemente, por volta dos anos setenta/oitenta do século XX, com a explosão demográfica e a necessidade de arranjar espaços para edificar novas casas, muitas bouças e campos foram arrasados e adoptados novos nomes, sendo os antigos completamente esquecidos.
Mas voltemos aos marcos.
Quando me dizem que o marco situado na casa do Sr. Araújo, em Penelas, é marco divisório entre Galegos, S. Martinho e Manhente só posso discordar. O que ele marca é o limite do Couto de Manhente - que abrangia toda a área das freguesias de Manhente e Tamel S. Veríssimo com partes de Galegos Santa Maria, Galegos São Martinho e Areias S. Vicente.
Mais, se o marco fosse realmente divisório entre as três freguesias, ele constaria da descrição acima, o clérigo que ocupava as funções de pároco de Manhente e os fregueses que o acompanhavam tê-lo-iam dito! Mas, não. Não disseram nada, simplesmente apontaram o outeiro de Golai e a penela de Vilar.
Mesmo no caso da bouça do Sr. Ernesto Campos, onde agora está o "loteamento da tulipa", embora a bouça esteja registada como Manhente, isso não prova que seja toda dessa freguesia. O antigo proprietário dizia que a bouça era meeira, isto é, uma parte era de Manhente e a outra de Galegos Santa Maria. Foi com base nessa premissa que o Sr. José Pereira (melro) pediu ao Sr. Campos a cedência de terreno, no lado de Galegos, para aí construir a sua casa.
Um dia destes, falei com o Sr. Manuel Macedo do lugar de Aldeia, antigo membro de uma Junta de Freguesia juntamente com o Sr. "Ângela" e o Sr. Miguel Coelho, a propósito desta questão, tendo este lembrado que mais ou menos por onde chega o caminho que passa por trás da EB1,2 de Manhente contra a cerâmica A Tulipa, no muro que dividia as duas bouças, existia um marco e que daí partia em direcção a um outro situado nos inícios do terreno do Sr. Francisco Bogas, marcando assim o limite entre as duas freguesias. Também a Dª Rosa Silvestre (da Venda) se lembra de muitas vezes ficar sentada nesse marco no Bogas a guardar as coisas que o Pai trazia da feira de Barcelos, enquanto este levava outras para casa.
Fico profundamente triste e decepcionado com os nossos conterrâneos antepassados que não souberam guardar e preservar as limites, não só neste caso, lembro aqui também os problemas com Roriz e Galegos S. Martinho, para memória futura. E a desculpa de que pouca gente sabia ler e escrever não é razão suficiente para justificar esta total ausência de prova escrita dos limites de Galegos Santa Maria.
Espero que os nossos actuais responsáveis autárquicos actuem e acordem de uma vez por todas com as freguesias vizinhas as suas estremas, é indispensável e necessário para que haja paz entre vizinhos. Com fronteiras definidas e acertadas acabam-se todos os problemas que têm persistido até hoje.
Voltarei a este assunto dos marcos mais à frente, pois há pano para mangas...

23/11/2008

Santa Maria F.C.

Aconteceu hoje o jogo entre a actual e a ex-equipa do técnico João Salgueiro (Nélito): Santa Maria / Pico de Regalados.
O resultado final foi um empate a uma bola, numa partida que os da casa acabaram por desperdiçar a conquista dos três pontos, uma vez que dominaram na maioria do tempo, marcaram através de uma grande penalidade e desperdiçaram outra.
Com este resultado, o SMFC mantém o 10º lugar com 14 pontos, tendo o Martim recuperado o 1º lugar da tabela classificativa com 21 pontos, ganhou ao Arões por 1-0 e beneficiou da derrota do Famalicão com o Santa Eulália por 0-1.
Na próxima jornada, 07/12/2008, o SMFC desloca-se à Graça.

22/11/2008

Grupo Folclórico.

O Grupo Folclórico Juvenil de Galegos Santa Maria leva a efeito hoje, 22/11/2008, pelas 21:30 horas, na sua sede social, uma assembleia geral com a seguinte ordem de trabalhos:
- Apresentação de contas;
- Assuntios de interesse para o Grupo Folclórico;
- Eleição dos novos corpos gerentes para o biénio 2008/2010.
Logo que tenha mais desenvolvimentos sobre este assunto, publicarei os resultados desta assembleia geral.

19/11/2008

Padroado.

Pormenor do cruzeiro de S. João ostentando um escudo estilo D. João V, com as armas do Solar de Azevedo, coberto com a coroa de conde.
Esta é a prova do domínio dos Senhores da Honra de Azevedo sobre Galegos Santa Maria, a cujo padroado pertencíamos e que por isso, o pároco da freguesia é hoje tratado por Abade, já que era a Casa de Azevedo quem detinha o poder para nomear o Abade para esta paróquia.
Segundo José de Sousa Machado, no livro "O poeta do Neiva", de 1929, "Diogo de Azevedo, filho de Martim Lopes de Azevedo, teve o padroado de Santa Maria de Galegos e da sua anexa S. Salvador de Quirás, por doação dos respectivos fregueses, a 23 de Maio de 1480. O arcebispo D. Diogo de Sousa confirmou essa doação em 1505".
Não é por isso de estranhar que muitos dos abades da paróquia, tenham o apelido de Azevedo. Estes, nem sempre verdadeiramente clérigos, normalmente eram os filhos mais novos dos nobres, passavam a responsabilidade para padres seculares que permaneciam e viviam perto do povo a troco de uma pensão, ficando, comodamente, a viver nos solares juntamente com os Pais e irmãos.

18/11/2008

Cortejo de Oferendas.

Cortejo de oferenda dos lugares de Santo Amaro, Portela e Casal do Monte para apoiar o Santa Maria F.C. em 1967.
O cartaz ostentado pelas irmãs Carolina e Virgina "Carriça" diz: "O Canário zela o Santa Maria", com a Virgina (a do lado esquerdo) transportando uma gaiola com um canário, numa clara alusão a quem dirigia a equipa nessa altura, o Canário.
O local de passagem é Aldeia, em frente à casa do Sr. Marcelino Anjo, onde está agora construída a casa do Sr. António "do Moinho".

17/11/2008

Artistas!

Hoje tenho este postal para mostrar!
Postal na excepção da palavra, porque se trata efectivamente de um postal, talvez da época de sessenta do século passado, da colecção "Portugal Típico", número 373 (Lifer - Porto).
Apresenta cinco artistas pintando um enorme galo de Barcelos com mais de dois metros, seguramente, basta reparar na mulher que está em cima do banco, no terreno situado em frente da Cerâmica Magrou.
Uma verdadeira obra prima!
A unidade fabril, montada no mesmo lugar que lhe deu o nome, da freguesia de Manhente, foi fundada por dois irmãos naturais de Galegos Santa Maria, os Srs. Agostinho e Domingos "da Coelha". Aliás, muito do desenvolvimento de toda a zona entre a Pastelaria Moderna até à antiga Galante, deve-se às gentes de Galegos Santa Maria.
Fazendo um pouco de exercício mental, podemos verificar que a Cerâmica Decorativa de Louças de Barcelos, Cerâmica Bogas, Cerâmica Infante D. Henrique, Cerâmica Magrou, A Galante, A Tulipa e outras em nome individual têm a sua génese em Galegos Santa Maria que aproveitaram a estrada nacional para dar maior visibilidade e facilidade de escoamento aos produtos que fabricavam, abrindo, também, possibilidades para que os terrenos, até ali utilizados como fonte de fornecimento de mato e madeira, fosse aproveitado para edificar e construir habitações particulares.
Já agora, se alguém souber de fonte segura quem são as artistas aqui retratadas, não se acanhe, comente e informe.

16/11/2008

Santa Maria F.C..

Já com o João Salgueiro (Nélito) no comando técnico da equipa, o Santa Maria F.C. deslocou-se a Lage, Vila Verde, tendo obtido uma vitória por 4-2.
Com esta vitória o Santa Maria mantém o 10º lugar, com 13 pontos, sendo, agora, a tabela classificativa liderada por um trio composto pelo Arões, Torcatense e Famalicão, todos com 19 pontos. Na próxima jornada teremos um "picante" jogo entre o Santa Maria F.C. x Pico de Regalados, já que o adversário é a equipa anteriormente orientada pelo João Nélito.

14/11/2008

Tomada de Posse.

Hoje, tomam posse os nossos corpos sociais da Associação Galo Novo, em cerimónia a realizar na sua sede social, no lugar de S. João.
Estou com bastante curiosidade para ver o que a nova direcção vai fazer, não porque tenha qualquer dúvida quanto ao valor daqueles que fazem parte deste órgão, longe de mim tal coisa, é mais pela "nova" situação que se vive, com a entrada de "alguns" que nem sempre estiveram muito receptivos aos ideais que nortearam o nascimento da Associação Galo Novo.
De qualquer maneira, força aí. Galegos precisa de uma associação que apoie e ajude os nossos idosos e desfavorecidos.
Boa sorte.

13/11/2008

Chicotada Psicológica.

Joaquim Alberto já não é o treinador do Santa Maria F.C..
O técnico não resistiu a um início pouco produtivo, já que à oitava jornada o SMFC se encontra em décimo lugar, apenas com dez pontos, resultado de 2 vitórias, 4 empates e duas derrotas, tendo a direcção do clube manifestado o desagrado pela situação logo após o jogo com a A. D. Esposende, no passado domingo.
Para o substituir, a direcção já contratou João Salgueiro, homem da terra, já treinou o clube e estava livre neste momento, uma vez que tinha deixado o Pico de Regalados há umas semanas a esta parte.
A equipa, na próxima jornada, desloca-se ao Lage, clube que se encontra no lugar 15º da tabela classificativa com apenas 4 pontos.
Como amigo e admirador da sua postura como homem e como treinador, desejo-lhe os maiores sucessos à frente do SMFC, e se não conseguir levar o clube à III divisão nacional, pelos menos que o coloque nos lugares cimeiros, é isso que os sócios e simpatizantes querem.
Boa sorte Salgueiro.

11/11/2008

Dado curioso!

Em 1985 foi publicada uma separata da Barcelos Revista, onde o Dr. José Marques escreveu um artigo intitulado "A extinção do Mosteiro de Manhente".
Este artigo versava as causas e motivos que levaram ao processo de extinção do convento beneditino em São Martinho de Manhente por volta de 1400, onde constam as versões da carta do couto que D. Afonso Henriques concedeu (1128) ao abade Gomes Ramires "como gesto de gratidão pelos serviços recebidos e outros a receber, bem como pela amizade e fidelidade que este superior monástico e o seu convento lhe devotavam".
Numa versão de 1479, que os monges de Vilar de Frades apresentaram em tribunal no decurso de uma acção contra Pedro de Sousa, senhor da terra de Prado, é feita uma descrição dos limites geográficos das terras coutadas, onde aparece uma referência curiosa sobre Galegos.
Reza assim o documento:
Primeyramente começando no rio Cadavo onde se chama Pegoo do Nigro e d´hii se vay aa archa do monte do Boy honde esta huum padrom de pedra assy como vay ataa o moynho da Fradega. E dally se vay pella bouça que aparta Riall de Villarinho ataa o valo que se chama de Talho em que o qual esta outro padrom do dicto couto. E daly se vay per o vallo d`Esqueyro. E dally a Penellas honde esta huum penedo que tem huua cruz que marca o dicto couto. E daly se vay per a cassa de Joham de Trellafonte honde esta outro padrom assy como se vay aa mamoa que parte Villa d`Onega que ora se chama Gallegos do dicto couto assy como parte ha freguesia de Sam Vereximo que he no dicto couto. E da dicta mamoa vay ataa o rio de Pontelhe onde se chama o Poço Cavallar. E d´hii per o rio a fundo ataa entrar no dicto rio Cadavo. E des i per meo d`auaa do dicto rio Cadavo acima ataa honde se chama Peego Nigro honde se começou".
Como podemos verificar, o antigo nome da actual freguesia de Galegos Santa Maria era Villa d`Onega, ou pelo menos na altura em que o couto foi constituído, 1128.
Em pouco menos de século e meio, o topónimo desta terra mudou de Villa Gallegus para Villa d`Onega e de Villa d`Onega para Sancta Maria de Gallegos, já que o testamento encontrado no tombo de S. Simão da Junqueira, de 1081, fazia referência à Villa Gallegus e as inquirições de D. Afonso II e D. Afonso III, de 1220 e 1258, nos tratam pelo actual nome.
Terá esta mudança, de Villa Gallegus para Villa d`Onega, ficado a dever-se aos herdeiros de Uniscone Sosediz? Não sei, só sei que tudo isto é complicado, até porque, segundo o Dr. Francisco de Almeida, por alturas do século XI, Galegos era a paróquia nº 424 num censual de Braga.
Complicado?!

09/11/2008

Plano de Urbanização.

Plano de Urbanização de Galegos Santa Maria
Discussão Pública
Qualidade: Cidadão de Galegos Santa Maria
Relativamente à discussão pública deste Plano de Urbanização, quero dizer, enquanto cidadão livre e habitante desta terra, que, embora concordando com a maioria das propostas e classificações para a ocupação dos terrenos, me parece haver uma tentativa encapuzada para, de certa forma, branquear alguns interesses particulares de pessoas com muita responsabilidade na freguesia.
Assim, porque a freguesia não tem qualquer área verde, isto é, zona arborizada, onde a população possa praticar desporto (jogging, manutenção, jogos à bola, etc), conviver, descansar, retemperar forças, sentir e ouvir a natureza, um parque na excepção da palavra, seria importante preservar a zona arborizada situada no quadrante nascente/sul (bouças por trás do Zona Mais) da zona planificada, já que permanece ainda com as condições naturais. Aí, facilmente, se poderia organizar, qualificar e preservar uma zona verde para a população desfrutar e utilizar nos tempos livres ou em ocasiões festivas.
Por outro lado, a proposta para a área do quadrante norte/poente (Terrenos do Sr. Manuel Carpinteiro e Adelino Salgueiro Fonseca) não creio que deva estar totalmente de acordo com a vontade dos proprietários, uma vez que o que se nota é claramente um riscar e cortar indiscriminadamente, sem quaisquer contemplações ou preocupações em causar o mínimo de estragos ou prejuízos aos proprietários, que penso não tenham sido nem tidos nem achados aquando da preparação deste documento.
De resto, acho que são propostos muitos arruamentos desnecessários para o escoamento e fluidez do trânsito, sem nexo, sem argumentos e desproporcionados para aquilo que Galegos Santa Maria é, uma aldeia. Talvez os responsáveis queiram transformar a aldeia em vila, e este seja o primeiro passo para esse objectivo, que creio, não seja o da maioria dos habitantes desta terra habituados à calma e tranquilidade.
Além disso, o bem estar e a qualidade de vida não surgem dos grandes aglomerados, que só semeiam caos e insegurança, mas antes do planeamento cuidado e espaçado para oferecer aquilo que as cidades não possibilitam, harmonia, sossego, natureza, equilíbrio, calma e tranquilidade.
Resumindo e concluindo, este plano não se coaduna com as reais necessidades da freguesia, servindo propósitos visionários de alguns sobre a maioria da população e proprietários dos terrenos.
Este é o meu contributo para a discussão pública do plano de urbanização, enviado por e-mail para a entidade responsável.

Santa Maria F. C.

O S.M.F.C. recebeu hoje a A.D. Esposende, sendo o resultado final um empate a duas bolas.
É o segundo empate consecutivo, pelo mesmo número de golos, o que deixa o S.M.F.C. posicionado no 10º lugar da tabela com 10 pontos, a nove pontos do 1º classificado, o Famalicão, que destronou o Martim desse lugar depois de o vencer por 1-0 em sua casa.
Vamos lá ver se a equipa começa a acertar e a melhorar os resultados.

08/11/2008

Galo Novo

Foram eleitos os novos corpos sociais para a Associação Galo Novo.
Por aquilo que soube, a Associação parece que ganhou um "novo" folgo e agora, já com os "pesos-pesados" da freguesia "convertidos", o sonho será realidade.
Talvez não seja de estranhar a disponibilidade dada ao Passal -área reserva para equipamentos, no Plano de Urbanização colocado à discussão pública, mas não explicado e conversado com a população em geral e os proprietários em particular.
Mais, quem explica a ausência da pessoa que mais deu a cara pelo projecto, que sempre esteve na primeira fila, que sempre se bateu e lutou para que a Associação fosse avante, estou a falar do Francisco Pinto?
Que se terá passado?
Foi preterido ou simplesmente colocado à parte por não fazer parte do "sistema"?
Mas assim estamos a "partidarizar" a Associação, e isso é o que menos importa para Galegos Santa Maria. A freguesia já está suficientemente partidarizada, dividida e afastada, já não há o bairrismo e o orgulho de outros tempos que se sentia no respirar e pulsar da população, foi-se completamente, agora cada um vive a sua vida, ninguém quer saber de nada, vive-se da hipocrisia e da paz podre que não leva a lado nenhum. As pessoas, pura e simplesmente, abanam as cabeças e deixam correr as coisas...
Por agora, o que sabemos é que a tomada de posse dos novos corpos sociais está marcado para o dia 14/11/2008, pelas 21:30 horas, na sede social da Associação, sita no Lugar de S. João.

06/11/2008

Capela de Santo Amaro

A devoção a Santo Amaro deve remontar ao tempo em que o frades beneditinos ocupavam o mosteiro de S. Martinho de Manhente e escolheram esta colina para aqui construírem a capela com a finalidade de peregrinarem em meditação e aprofundamento da fé. Esta é a opinião do nosso conterrâneo, Dr. Francisco Almeida, que defende esta teoria com um estudo sobre a devoção a Santo Amaro em Galegos Santa Maria, infelizmente não publicado.
Sabemos que aos beneditinos foi concedido o couto de Manhente em 1128, mas que por volta de 1400 esses já lá não moravam, tendo sido extinto o mosteiro por ordem do Arcebispo de Braga, D. Martinho Pires da Charneca, reduzindo-o a igreja secular, «havia quase vinte anos que a comunidade monástica desaparecera, sobrevivendo apenas o abade Martinho Soeiro», segundo o professor da Faculdade de Letras do Porto, José Marques.
A capela actual, remodelação profunda da anterior, "antiga, pequenina, simples, com um largo alpendre em frente à sua porta principal suspenso em duas colunas, cercada por um pequeno adro (onde tantas vezes joguei à bola), está situada em sítio alto e desafogado, donde se desfruta um amplo panorama (isto era antes de à volta construírem habitações).
Na padieira da porta travessa tem gravada a data de 1662.
Dentro, a capela-mor é forrada a madeira, tendo do lado esquerdo um pequeno coro no mesmo plano do pavimento da capela e a seguir a este a sacristia.
O corpo da capela é também forrado a madeira.
É um templo muito pobrezinho; o seu altar, único, não tem tribuna. Tinha um antiquíssimo, mas há poucos anos foi queimado, havendo então a promessa de colocar outro no sítio, o que ainda se não cumpriu.
No terreiro em frente à capela ergue-se um bem proporcionado cruzeiro com coluna e capitel coríntio, mas sem data nem inscrição.
A imagem do padroeiro é de muita devoção para o povo daqui e arredores. A sua festa é no domingo seguinte ao dia 15 de Janeiro. Os devotos conduzem na romagem em volta da capela pernas e braços de pau que os festeiros cedem para esse fim em troca de esmolas", segundo Teotónio da Fonseca in "Barcelos áquem e além Cávado", é feita toda ela em betão, de formas lineares, com uma torre sineira, coro e altar em forma de concha que, para além do padroeiro Santo Amaro, alberga ainda a Senhora do Bom Sucesso e São Bento.
Já agora, dado que tenho o objectivo de encontrar fotos antigas da capela anterior, apelo a todos aqueles que porventura possuam ou saibam quem as tem, para que as façam chegar às minhas mãos, não só para as publicar mas, sobretudo, guardar para memória futura.

05/11/2008

Panorâmicas cá da terra.

Antiga Escola Primária
Escola Primária e Jardim Infantil
Igreja, Centro Social, sede dos Escuteiros e Rancho Folclórico e a residência paroquial Rotunda da Devesa
(Fotos retiradas do sítio http://www.dapfotos.com/ )

04/11/2008

História.

Em 1220 o rei D. Afonso II manda fazer inquirições para saber quais eram os bens das Ordens religiosas, a quem se pagava Foros e Dádivas, quais eram as paróquias que pertenciam ao padroado real e saber dos reguengos (terras do património real arrendadas com a obrigação de pagamento de certos tributos em géneros), uma vez que reinava grande confusão na Nação.
Pela primeira vez a designação de Sancta Maria de Galegos aparece em documentos oficiais. Aqui o rei não tem reguengos nem é padroeiro, existe somente a obrigação de dar dormida e comida ao rei ou seu mordomo, em Froyan e Cacavelos. Para além da igreja, os monges dos conventos de Manhente, Vilar de Frades e Várzea têm bens e casais.
Por esta altura, o padre que está à frente da paróquia é o abbas Martinus Godiiz, sendo que, passados 38 anos, nas inquirições de 1258, mandadas fazer por D. Afonso III pois pelos vistos as anteriores não estariam bem, é um capelão, Stephanus Johanis, quem dirige a paróquia.
Nestes documentos, para além das referências citadas dos lugares de Froyan e Cacavelos, podemos  encontrar ainda o de Pedreiros de Trás da Fonte e Villa Donega, este último também referenciado uns anos mais tarde em documento de 1480.

03/11/2008

Santa Maria Futebol Clube

A contar para a Taça A.F.Braga, o SMFC recebeu e bateu a equipa do Necessidades F.C. (Barqueiros) por 6-3.
Porque esta eliminatória é decidida em duas mãos, as equipas voltar-se-ão a encontrar para novo jogo, desta feita em Barqueiros, para se apurar quem passará à eliminatória seguinte
Para já o SMFC está em vantagem, e, dada a menos-valia, sem querer menosprezar eventuais surpresas que sempre podem acontecer, da equipa do Necessidades F.C., que militar na 2ª divisão, série A, estou em crer que a equipa de Galegos seguirá em frente na prova.
A ver vamos!

02/11/2008

Iluminação pública.

Quem não reparou já, quando faz o percurso de noite entre a Igreja/Sede do SMFC/Tulipa, na quantidade de lâmpadas da iluminação pública com problemas, ora se apagando, ora se acendendo, já para não falar naquelas que estão mesmo "mortas"?
Será que os nossos responsáveis autárquicos ainda não constataram essa situação? A EDP sabe destes problemas? Será desleixo? Será economia de lâmpadas e/ou de electricidade?
São muitas perguntas para as quais gostaria de obter resposta, não porque tenha "medo" de passar por esses locais, mas porque entendo que a via deveria merecer, como sala de visitas, um maior cuidado e sensibilidade na sua conservação e limpeza, como já destaquei noutra mensagem anterior, de modo a causar boa impressão a quem nos visita.
Neste sentido, porque é fácil de identificar os postes de iluminação com problemas, vamos tentar resolver este assunto?