Eu digo NÃO!

Em defesa da língua portuguesa, o autor deste blogue não adopta o "acordo ortográfico" de 1990 por este ser inconsistente, incongruente e inconstitucional, para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral.


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14/02/2020

Memória




Em 1 de Junho de 2014 foi inaugurado em Barcelos, no jardim adjacente ao McDonalds, o monumento em honra dos militares mortos em combate na Guerra do Ultramar.
O monumento evoca os 81 militares barcelenses, dos cerca de 9.000 mobilizados para a Guerra Colonial, que morreram em Angola, Guiné e Moçambique, contendo os seus nomes e a respectiva freguesia de origem.
De Galegos (Santa Maria) temos a lamentar a morte de Manuel Esteves do Vale e João Joaquim Alves Salgueiro, falecidos respectivamente em 15/10/1967 e 1/8/1974, sendo que o primeiro foi enterrado em Manhente.

23/05/2019

Hoje


A inscrição na Casa de Azevedo, Lama,
 onde consta a adenda dando conta do facto histórico
que hoje se comemora.

17/04/2018

Boneco vidrado

Retirado da publicação "Olaria - Boletim do Museu de Cerâmica Popular Portuguesa" 
da Câmara Municipal de Barcelos, editado em 1968

09/04/2018

Homenagem


No dia em que se comemora o 100º aniversário da Batalha de La Lys (09/04/1918), uma das mais violentas batalhas da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), uma justa homenagem aos "galeguenses" que integraram o Corpo Expedicionário Português, e sobreviveram ao horror da guerra:
- João Falcão, nascido a 1 de Março de 1892, filho de Manuel Joaquim Falcão e Luciana Salgueiro;
- José Dias da Conceição, filho de Domingos Dias da Conceição e Elvira dos Anjos Alves Pereira;
- Zacarias dos Santos, nascido a 27 de Julho de 1892, filho de Manuel Joaquim dos Santos e Emília da Cunha. 
Esta informação consta do livro "Barcelos na I Guerra Mundial (1914-1918)", de onde foi retirada a imagem acima. 
Os interessados podem investigar na página Genealogia FB.

23/11/2017

Padroado

 
 

No Solar de Azevedo, na freguesia da Lama:
"ESTA TORE CAZAS E HONRA DEAZEVEDO VENCEO MARTIN LOPEZ DAZEVEDO Fº DE DIº DAZEVEDO E DE DÕNA ISABEL DE SOVSA CÕ SVA MOLHER DONA ISABEL DE TAIDE POR SER O CHEFE ESTA CAZA E SOLAR DOS AZEVEDOS E ELE AVENCER CÕ A DTA SVA MOLHER CÕ TODAS AS PERTECAS Q JAZE NO DITO COVTO DAZEVEDO E CÕ O CASAL DA LOVSA Q ESTA E A FREIGUESIA DE PRADO TODO POR MORGADO E ASI VECEO A QVITA E COVTO DE SOVTO CÕ TODAS SVAS PERTECAS DETO E HO COVTO E TERA DE BOVRO CÕ AGOA LEVADA E COVAS E VILA E VARZIELA TVDO POR MORGADO E ASI VECEO A IGREJA DE SCTA M DE GALEGVOS COM SVA ENEXA QVIRAS PADROADO FEITO NA ERA DE 1536".

18/01/2017

Honrando a memória.



No seguimento das notícias sobre o documentário "Lutaram como Diabos; Barcelos na Grande Guerra", com estreia marcada para final de Fevereiro no Teatro Gil Vicente e posterior exibição nas escolas do concelho, que pretende documentar e dar a conhecer a vida dos combatentes barcelenses durante a 1ª Guerra Mundial (1914/1918), dou a conhecer os três conterrâneos que participaram e sobreviveram a esse conflito.
Este detalhe foi partilhado no livro apresentado em Março de 2016, "Barcelos na 1ª Guerra Mundial; Honrando a Memória dos seus Combatentes (1914/1918)", da autoria do historiador Manuel Penteado Neiva e uma publicação patrocinada pela C.M.Barcelos com o apoio da Assembleia Municipal. 
Foram eles João Falcão (N1/3/1892-F11/3/1971), José Dias da Conceição e Zacarias dos Santos (N27/7/1892-F25/12/1969).

21/01/2015

Reedição



Em 1706, o Padre António Carvalho da Costa editou um trabalho a que deu o título de "Corografia Portuguesa e descrição topográfica do famoso reino de Portugal com as noticias das fundações de cidades, vilas e lugares que contém Varões ilustres, genealogia das famílias nobres, fundações de conventos, catalogos dos Bispos, antiguidades, maravilhas da natureza, edifícios e outras observações curiosas".
Deste trabalho dou a conhecer, primeiramente, o que diz respeito ao Couto de Manhente.
Aqui verificamos que parte de Galegos (Santa Maria), bem como Areias (S. Vicente) e Tamel (S. Veríssimo) fazem parte desse couto, estando por isso debaixo da sua jurisdição no cível e órfãos, sendo que no crime respondem a Prado.
Estranhamente o Padre António Carvalho da Costa deixa de fora a freguesia de Galegos (São Martinho), uma vez que esta freguesia pertencia quase metade ao couto de Manhente. Aliás, aquando do inquérito levado a efeito por ordem de Dua Majestade o Rei D. José I e do Marquês de Pombal, para se inteirarem dos eventuais prejuízos resultantes do terramoto de 1755, o reitor de Galegos (São Martinho) escreve a determinada altura da sua resposta: "Está esta freguezia sujeita às justiças de duas jurisdiçoins como bem a saber, os lugares da Igreja, do Campo, da Bouça do Villar, à justiça da Vila de Prado, no civel, crime e horfaons. E os lugares da Tilheira, Villarinho e Rial, ao juis ordinario do Couto de Manhente no que respeita o civel e horfans somente e no crime ao juis de Prado".
De toda a maneira uma coisa é certa, Galegos (Santa Maria) tinha uma área pouco extensa que pertencia à jurisdição do couto de Manhente, há documentos que o comprovam, sendo que a maioria do território estaria sob a alçada do Couto de Azevedo, até porque era padroeiro "in solidum" desta abadia Pedro Lopes de Azevedo Pinheiro Pereira e Sá, Senhor da Ilustre Casa e do Couto de Azevedo.
(Mensagem publicada inicialmente em 19/01/2009)

03/04/2014

Vídeo de 1959

(Imagem retirada do vídeo)

Há uns dias atrás descobri um vídeo que a RTP Arquivo disponibilizou em formato de colecção, Descobrir Portugal, sobre Barcelos de 1959.
É um documentário sobre a cidade de Barcelos, destacando o seu património arquitectónico e a história, o artesanato e ainda o folclore da região minhota.
A partir do minuto 5, começa aquilo que verdadeiramente nos interessa, aparecem pessoas e referências de Galegos (Santa Maria), mostrando a arte de trabalhar o barro.
Assim, aparece a "avózinha" Luísa e o "avó" Manuel "coreixinhas", pais da Ana "baraça", ela a fazer assobios e ele a trabalhar na roda. Aparece também a Rosalina "baraça", a que está casada com o ex-polícia e mora junto da farmácia de Manhente, a fazer galos e ainda a Sameiro "roxo" e a Amélia "rominé" a pintar loiça nas escadas do adro da capela de Santo Amaro.
Para além destas, ainda aparecem mais algumas mulheres e uma criança não identificáveis, para além de uma visão geral da frente da capela de Santo Amaro e da célebre oliveira que estava no adro.
Mas o melhor é ver, basta clicar nesta ligação: RTP Arquivo.

28/11/2012

História

Em 1220 o rei D. Afonso II mandou fazer inquirições para saber quais eram os bens das ordens religiosas, a quem se pagava foros e dádivas, quais eram as paróquias que pertenciam ao padroado real e saber dos reguengos (terras do património real arrendadas com a obrigação de pagamento de certos tributos em géneros), uma vez que reinava por essa altura grande confusão no que diz respeito à posse legítima de muitas propriedades e bens.
É assim que pela primeira vez surge a designação de Sancta Maria de Galegos em documentos oficiais. Dessas inquirições, constata-se que aqui o rei não tinha reguengos nem era padroeiro, existia somente a obrigação de dar dormida e comida ao rei, ou ao seu mordomo, em Froyan e Cacavelos. Para além das propriedades da igreja, os conventos de Manhente, Vilar de Frades e Várzea também cá possuíam bens e casais.
Nessa época era o abbas Martinus Godiiz quem estava à frente da paróquia. Passados 38 anos, nas inquirições de 1258, mandadas fazer por D. Afonso III pois pelos vistos as anteriores não estariam bem, é um capelão, Stephanus Johanis.
Nestes documentos, para além das referências citadas dos topónimo Froyan e Cacavelos, encontramos ainda o de Pedreiros de Trás da Fonte e Villa Donega, este último também referenciado uns anos mais tarde em documento de 1480.
Curiosa é a referência a uma testemunha, Petro Petri de Portela, possível origem para o Lugar de Portela, que ainda hoje subsiste. 

03/12/2010

Inscrição

A inscrição
Vista da inscrição antes de chegar à varanda no 1º piso A inscrição está situada no segundo lanço das escadas à esquerda.
A inscrição diz: "ESTA TORE CAZAS E HONRA DEAZEVEDO VENCEO MARTIN LOPEZ DAZEVEDO Fº DE DIº DAZEVEDO E DE DÕNA ISABEL DE SOVSA CÕ SVA MOLHER DONA ISABEL DE TAIDE POR SER O CHEFE ESTA CAZA E SOLAR DOS AZEVEDOS E ELE AVENCER CÕ A DTA SVA MOLHER CÕ TODAS AS PERTECAS Q JAZE NO DITO COVTO DAZEVEDO E CÕ O CASAL DA LOVSA Q ESTA E A FREIGUESIA DE PRADO TODO POR MORGADO E ASI VECEO A QVITA E COVTO DE SOVTO CÕ TODAS SVAS PERTECAS DETO E HO COVTO E TERA DE BOVRO CÕ AGOA LEVADA E COVAS E VILA E VARZIELA TVDO POR MORGADO E ASI VECEO A IGREJA DE SCTA M DE GALEGVOS COM SVA ENEXA QVIRAS PADROADO FEITO NA ERA DE 1536".

11/12/2009

Censual de Braga

(imagem retirada daqui)
Censual de Entre Lima e Ave do bispo D. Pedro — [1085–1089] Manuscrito em letra carolina sobre pergaminho, 231,2x14 cm, Cartório do Cabido de Braga. Documento composto por quatro tiras de pergaminho, cozidas entre si e com pequenas sobreposições. O texto foi escrito na frente e no verso, por uma só mão. O censual do Bispo D. Pedro apresenta-se aqui na versão mais antiga que sobreviveu até hoje.
De referir que Santa Maria de Galegos já fazia parte deste Censual, sendo a paróquia número 424 do bispado de Braga.

25/11/2009

25 de Novembro

Passaram 34 anos desde que um punhado de Homens valentes e patriotas desencadearam um golpe militar para acabar com a influência da esquerda militar radical no período revolucionário iniciado em Portugal no seguimento do 25 de Abril de 1974.
Esta acção militar constituiu uma resposta à resolução do Conselho da Revolução de desmantelar a base aérea de Tancos e de substituir alguns comandantes militares. Os partidários do designado "Poder Popular" ocupam então várias bases militares, bem como meios de comunicação social.
O contra-golpe foi levado a cabo pelos militares da ala moderada, na qual se enquadrava Jaime Neves, Ramalho Eanes e Vasco Lourenço.
Em Galegos (Santa Maria), este golpe foi bem recebido e muito aplaudido, uma vez que a maioria da população não queria o "poder popular" de uns poucos radicais de esquerda, que por aqui também tentaram espalhar a ideia da criação de uma "Cuba na Europa".
A propósito, só para terem uma pequena ideia daquilo que se passou por cá, pessoa idónea conta que estando a participar, juntamente com outros elementos, numa reunião da ACR (Acção Católica Rural) no antigo salão paroquial, este foi cercado pelas forças policiais a fim de prender todos os participantes dessa reunião "clandestina e contra-revolucionária". Contudo, depois de se inteirar das reais razões daquela reunião, o comandante da força policial acabou por retirar por não ver razão para prender e interrogar os, falsamente acusados, "contra-revolucionários".
O mais grave é que os denunciantes eram, e são, cidadãos de Galegos (Santa Maria)!
Era gente que queria participar e ajudar a implantar um "poder popular" em Portugal contra a vontade da maioria do povo português -"e, oxalá que, realmente não tenhamos que um dia encher a arena do Campo Pequeno com muitos contra-revolucionários, antes que os contra-revolucionários nos metam a nós no Campo Pequeno" (Otelo Saraiva de Carvalho, 15/06/1975).
Felizmente que a maioria do povo português soube escolher a verdadeira democracia e o pluripartidarismo que nos tem permitido, umas vezes melhor do que outras, viver em liberdade, desenvolvimento, progresso e bem-estar, pena é que não se tenha obtido melhores resultados, mas isso, penso eu, faz parte do nosso fatalismo.

11/11/2009

Balneário Castrejo

Excelente artigo de Armando Coelho Ferreira da Silva, do Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde o Balneário Castrejo de Pena Grande é merecedor de algum destaque, até porque "nos forneceu a planta mais acabada deste género de construções, bem como outros valiosos dados para análise, ultrapassando os dos paralelos referenciados na área castreja, de que são mais conhecidos os da Citânia de Briteiros e da Citânia de Sanfins".
Para os interessados, a totalidade do artigo pode ser lido aqui.
Lamentavelmente, nem sempre sabemos dar o real valor às coisas, principalmente quando elas se situam, neste caso, em Galegos (Santa Maria). Vem isto a propósito do vandalismo a que foi sujeito este monumento, perpetrado por alguém que se julgou "herói", e vai daí pintou uns grafites no interior do balneário e nas placas informativas que aí "prestavam o serviço" de elucidar todos aqueles que se deslocam ao local para apreciar uma das 7 maravilhas de Barcelos.
Sinceramente não sei se já limparam esse "trabalho", há já algum tempo que não passo no local, mas apelava a todos os Galegos para que estejam atentos a estes géneros de vandalismo de modo a preservar e conservar este, e outros locais, considerados como património colectivo de Galegos (Santa Maria), do concelho, do País e do Mundo.

08/08/2009

Arquivo

Segundo se crê, a primeira referência a Galegos Santa Maria, muito antes do o ser institucionalmente, remonta ao longínquo ano de 1081, numa altura em que reinava Afonso VI de Leão e Castela, num documento compilado na obra de Alexandre Herculano: "Portugaliae Monumenta Historica", na secção "Diplomata et Chartae", que constava do Tombo de São Simão da Junqueira. Nele se descreve um testamento feito por Gondisalvus Luz a sua filha Unisconi, como dote de casamento, a doação de uma série de villas entre os rios Lima e Mondego, com os seus servos, os filhos destes e netos, animais e haveres. Aqui transcrevo o mais importante: ... Et ego Gondisalvus luz dou a tivi dulcissima mea Unisconi Prolix sosediz in titulum dotis Villas pronominates inter Limia et Katavo: Villa Quiriaz cum ajunctionibus suis, Villa Argunli cum ajunctionibus suis, Villa Gallegus cum ajunctionibus suis, Villa Frigida cum ajunctionibus suis, Villa Mediana cum ajunctionibus suis. ... ... id et prenominatos mancipios, et mancipias, cum filis e neptis; kavalos cum frenis, et celas numeratos viginti; hecoas numeros sex; vestitus natrom quales omnes pertine; vacas bitulatas quadraginta; pegora permista numerum tercentum; ... notum die erit octavo kalendas magii era milesima centesima decima nona. ... Sabemos que outros "Galegos" existem, mas não entre o rio Lima e Cávado, pelo que só se podem estar a referir a Galegos Santa Maria. Mais, como podem verificar, também se referem à Villa de Quiriaz, ora Quiraz esteve desde sempre ligada a Galegos como sua anexa em termos religiosos, já que era o Abade de Galegos quem nomeava o padre para lá, o que nos leva a supor, como aliás o Dr. Francisco Almeida já aventava nos seus escritos sobre a nossa história, esta ligação venha dessa altura, o que reforça ainda mais esta convicção de que a Villa Gallegus mencionado no testamento, se trata efectivamente de Galegos. Com a reforma administrativa de 1835, que reformulou o mapa administrativo de Portugal, o concelho de Prado acabou e as suas freguesias foram distribuídas pelos concelhos de Vila Verde, Braga e Barcelos, sendo Quiraz incorporada na paróquia de Roriz.

16/04/2009

Casa das Almas

No seu "Barcelos Aquém e Além Cávado", Teotónio da Fonseca escrevia, a propósito de Galegos Santa Maria, que "as suas casas mais importantes são: a de Aldeia, a do Macedo, a do Souto, a do André, a do Salgueiro, a de Trás da Fonte e a das Almas".
É desta última que trato hoje, a casa das Almas, pertencente ao Sr. Manuel Macedo, em Aldeia, devendo o seu nome às Alminhas que lá tem embutida na parede.
Mas o que me chamava a atenção, para além das alminhas, era aquela parte da casa delimitada pelas duas secções de pedra em alvenaria e as gateiras!
Embora desconfiasse, acabei por descobrir que nesta casa já existiu uma capela, que depois de desactivada foi adaptada para habitação e arrumos.
Mas faltavam os dois elementos decorativos indiciadores da existência de uma capela, a cruz e os dois pináculos laterais de pedra... Afinal não estavam muito longe, estão na casa da Dª. Samarina, ou melhor dizendo, a de Aldeia.
Na foto abaixo podem encontrar esses elementos decorativos na sua nova função.
Segundo parece, no final do século XIX ou início do século XX os proprietários das duas casas, por razões que ainda desconheço, acordaram uma troca de propriedades e dessa troca resultou a desactivação da capela aqui mencionada, não tendo a certeza se a mesma foi posteriormente instalada no local onde estão a cruz e os pináculos actualmente, ou simplesmente desapareceu, até porque a única capela particular conhecida em Galegos Santa Maria é a do Senhor da Saúde, situada nas Termas do Eirôgo.
De qualquer maneira, é mais um facto curioso que registo do passado desta freguesia.

10/04/2009

Revolta popular.

Em 1846, reinava em Portugal a rainha D. Maria II, estalou uma revolta popular em que desempenhou um papel irrequieto e activo uma desembaraçada mulher da Póvoa de Lanhoso, a Maria da Fonte, tendo como causa imediata as novas medidas tomadas por Costa Cabral, chefe do governo da altura.
De entre essas medidas, duas estiveram no centro da contestação: a obrigação do pagamento da décima e a proibição de enterrar nas igrejas, de tal modo que o povo, em particular no Minho, se levantou e contestou as medidas governativas.
Teotónio da Fonseca, na sua obra "Barcelos Aquém e Além Cávado", na parte em que se refere a Galegos Santa Maria, diz:
"Foi esta freguesia uma das que maior contingente de homens deu para o movimento popular em Barcelos de 1846.
Eclodiu este movimento na vila de Prado e na sua marcha sobre Barcelos foi arrebanhando, voluntariamente ou à força, lavradores e operários pelas freguesias por onde passava.
Chegando a Barcelos, esses guerrilheiros fizeram as suas tropelias perseguindo algumas autoridades e queimando a papelada da Fazenda e Recebedoria do concelho em um grande auto de fé.
Invadindo os estabelecimentos comerciais, levaram os novos pesos e medidas e atiraram-nos ao rio.
Foi como se vê esta revolução em Barcelos uma grande tempestade num copo de água."

02/04/2009

Casa da Dª Samarina 2

No seguimento da mensagem de 17/12/2008, a “casa da Dª Samarina”, dou a conhecer mais alguns pormenores da história dos seus proprietários que encontrei aqui, uma homenagem do neto Luís Filipe Beleza Gonçalves.
A casa de família em Galegos pertencia ao Comendador Manuel Joaquim Coelho Gonçalves, e sua mulher Ludovina Rosa Machado Carmona Salter de Mendonça, natural desta freguesia, filho de João Joaquim Gonçalves e Maria Teresa Coelho, abastado negociante de ferragens com estabelecimento comercial na Rua Direita, Barcelos, desde 1884.
Para além de proprietário, foi vereador da C.M. de Barcelos, Procurador da Junta Geral do Distrito de Braga e Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Sua esposa, Ludovina Rosa Machado Carmona Salter de Mendonça era filha do 12º Senhor da Casa do Apoio em Barcelos e o 9º, e último, Morgado de Carmona, José Machado Carmona Salter de Mendonça.
Em 1921 sua filha, Samarina Carmona Coelho Gonçalves, casou com Henrique Sant`Ana Pereira Vaz, filho do capitão reformado do exército João Pereira Vaz Guedes Pinto de Magalhães e Victória Sant`Ana da Silva de Melo, nascido em Penafiel em Julho de 1889, empregado bancário em Barcelos, Faro, Penafiel e Bragança, tendo exercido as funções de gerente, acabando por falecer ao serviço em Junho de 1951.
Refira-se que o capitão João Pereira Vaz era filho do “último sucessor do morgadio de Alvações do Corgo”, João Pereira Vaz Guedes de Carvalho (legítimo sucessor do Morgado da Capella) e de Dª Leopoldina Rosa Alvares Vaz Guedes Pinto de Magalhães. A Dª Samarina faleceu em Braga em Abril de 1994, estando sepultada no Jazigo da Família Coelho Gonçalves no Cemitério de Barcelos.

Dª Samarina Carmona Coelho Gonçalves e seu marido Henrique Sant`Ana Pereira Vaz.

Aspecto norte da casa, em dia de reunião familiar

16/03/2009

Cruz de Pedra.

Penso que já toda a gente reparou na Cruz de Pedra que se encontra no cruzamento para a EB2,3 de Lijó, mesmo em frente à Texmin, contudo, nem toda a gente conhece a sua história, motivo e razão porque aí se encontra.
Segundo parece, esta cruz foi aí colocada em honra do Herói da Cruz de Pedra.
A história é simples e conta-se depressa:
Por altura das invasões napoleónicas, início do século XIX, as populações andavam aterrorizadas e fugiam a esconder-se da crueldade dos soldados franceses, mais importados em pilharem as riquezas do nosso país e do povo, do que propriamente defender a causa que os levou a invadir e espalhar a guerra por toda a Europa.
Para que as populações pudessem ter tempo de se esconder ou fugir, havia pessoas mais corajosas e aventureiras que vigiavam as movimentações dos soldados franceses, Sabino, um homem natural de Galegos Santa Maria, era um deles, vigiava para salvaguardar os interesses da população.
Só que foi descoberto e assassinado pelo soldados de general Junot no local onde viria a ser erguida este singelo monumento, a chamada Cruz de Pedra, em homenagem a este herói, pela sua coragem e altruísmo na altura de defender os seus concidadãos.
O herói era natural de Galegos Santa Maria!
Temos de saber mais deste Sabino, por exemplo, o nome de família. Haverá alguém por aí que tem acesso aos arquivos distritais, e tenha tempo para efectuar buscas nos livros de registos?